quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fluxo


Por um momento você acha que tem o mundo nas mãos, mas no segundo seguinte tudo se esvai e tudo o que você sente é vazio. Seria essa a ordem do mundo? Dar e tirar, molhar e secar, tocar e ignorar?


Por vezes sentimos amor, noutras sentimos raiva - e ainda há aqui dentro algo de relevante. Como podem os cacos se refazerem? Será que eles se refazem mesmo? Ou será que eles simplesmente tomam uma outra forma?

Os sapatos eram pretos, limpos, lustrosos; passaram depressa. De tudo, o que ficou? Meu coração acelerou, pensei nas melhores coisas da vida - e tudo se foi tão rápido quanto apareceu. Os sapatos não me viram. O que estaria pensando?

Esforço-me para entender a barreira que há entre a gente.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Por quê? I'm asking Why




"Banda": Enigma
Música: Why
Álbum: Le Roi Est Mort, Vive Le Roi!

Hoje o post será um pouquinho diferente... Estou postando essa música e a letra traduzida porque ela merece ser postada. Reflitam sobre a letra.

Por quê?

Eu era infantil e injusto
com você, meu único amigo
Eu me arrependo, mas agora é muito tarde

Eu não posso mais te mostrar
as coisas que eu aprendi com você
Porque a vida te levou embora

Estou perguntando por quê
Estou perguntando por quê
Ninguém dá uma resposta
Eu só quero saber o porquê

Mas um dia nos reencontraremos
E perguntarei a você

Perguntarei a você o por quê
Por que tem de ser assim
Estou perguntando por quê
Por favor, dê-me uma resposta

Tantos anos e brigas estúpidas
Até aceitarmos ver
Como era e sempre será

Por que tem de ser assim
Por que nós não percebemos
Por que somos tão cegos para enxergar aquele
que sempre está ao nosso lado

Estou perguntando por quê
Estou perguntando por quê
Ninguém dá uma resposta
Eu só quero saber o porquê

Só conte-me por quê
Por que tem de ser assim
Os bons desaparecem
Estou perguntando por quê

Estou perguntando por quê
Estou perguntando por quê
Ninguém dá uma resposta
Eu só quero saber o porquê

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pós amor

O amor já foi violado. Foi dissecado em tantas partes que nem mais podemos contar. Questões filosóficas, científicas, poéticas, literárias... Todas elas foram resolvidas de algum modo. No entanto, ninguém se deu conta que essa ferida aberta e pulsante chamada amor, não acaba quando termina, pois sua cicatriz ainda persiste.
O pós amor não mata ninguém, bem como não traz à vida. É a água morna em fogo baixo, é o meio. É um traço. É viver de lembranças; algumas doces, outras amargas - mas todas elas sem gosto, vistas de fora. Um triste camarote de um espetáculo  inatingível.
Podemos ser recriminados, podemos ainda sermos feridos, mas de que adianta se tudo o que temos é um pós amor? Sinônimo de vazio, desesperança.
Saber que todo seu castelo ( construído tão arduamente ) veio abaixo – e não chorar, porque não há mais forças; há apenas o sentimento de seguir em frente; cabisbaixo, melancólico.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MURALHAS DO BRASIL

É notório em nossos dias o crescimento da criminalidade por toda a parte desse imenso país: Brasil. Este crescimento desenfreado tem deixado a sociedade em pânico, o que vemos é: cidadãos presos em suas casas e bandidos sendo soltos por falta de espaço em presídio.

O mais preocupante de tudo isso, é que nossas crianças são alvos fáceis nas mãos de pessoas sem caráter, sem consciência de dignidade e moral. Assim é comum crianças serem instrumentos para os mais diversos crimes e crueldades: tráfico, prostituição, roubos, homicídios, etc.

Tomo aqui liberdade de usar as palavras de Joaquim Osório Duque Estrada para um profundo questionamento: tens tu Brasil (incluo aqui eu e você leitor) sido mãe gentil dos teus filhos? Ah! Infelizmente Jean-Paul Sartre já tinha a resposta para esta pergunta: “eu era criança, esse monstro que o adulto criou com suas próprias mágoas.”

Não quero aqui ser pessimista, mas se nossas crianças continuarem como “fantoches” nas mãos de bandidos, essa Terra grandiosa e feliz não terá filhos amados para erguê-la, poderosa e resplandecente. Embora nossa situação seja realmente preocupante temos por obrigação salvar nossas crianças, fazê-las sorrirem novamente, brincarem com seus amigos na rua, de pega-pega, e esconde-esconde. Soluções urgentes devem ser encontradas para tirarmos uma grande parte de nossas crianças do submundo do crime.

Me atrevo a dizer que essas soluções somente serão encontradas se a sociedade unida seguir os conselhos do grande e sábio escritor Olavo Bilac: “não temais ímpias falanges, que apresentam face hostil,” mas mostrais a todos que nossas crianças ainda são “muralhas do Brasil.”


Deixo hoje esse texto, um dos meus primeiros que escrevi no Curso de Letras para a disciplina Texto e Discurso. Espero que você goste, e, faça uma reflexão sobre o futuro de nossas crianças.
Beijo, s e tenham todos um bom início de semana.